Padroeira

À semelhança de muitas povoações alentejanas, a aldeia de Brotas tem uma santa padroeira. Nossa Senhora de Brotas.

Lenda

Reza a lenda que Nossa Senhora de Brotas terá aparecido e curado uma lesão na perna de uma vaca. Quando pela zona do Santuário elas se alimentavam vindas da Vila das Águias. Depois de Nossa Senhora ter sido invocada pelo pastor que as guardava. Aparecendo em cima de um pinheiro, com o menino ao colo, envolta em chamas em cima de um pinheiro. Terá acedido ao pedido do pastor e pedindo-lhe que ali edificasse uma pequena Ermida, para assinalar tal acontecimento. Assim, ali foi edificada a Capela de Santa Maria das Brotas. Que pelo ano de 1424 já estava edificada.

História

O culto a Nossa Senhora de Brotas tomou proporções elevadíssimas durante os séculos XVII e XVIII, como o comprovam não só as casas-confraria, como o testemunho deixado pelo Padre Romão Guerreiro de Brito nas Memórias Paroquiais de 1758, ao referir que a concentração popular em dias festivos chegou a rondar os quinze mil devotos. Houve até quem comparasse a religiosidade vivida em Brotas nos séculos XVI, XVII e XVIII com a que se vive atualmente no Santuário de Fátima. O santuário mariano de Nossa Senhora das Brotas ainda hoje é o principal local de interesse do centro histórico da aldeia.

 

A datação mais antiga conhecida para Brotas remonta ao ano de 1424, data da mais recuada alusão documental encontrada na sua igreja, levando a crer que o seu nascimento esteve relacionado com o culto que se desenvolveu em redor da capela de Nossa Senhora de Brotas. No entanto, atendendo às caraterísticas arquitetónicas da capela, esta poderá ser bastante anterior.

 

Várias campanhas de obras se sucederam à edificação da primitiva ermida, desde logo, na primeira metade do século XVI, quando foram edificadas a capela-mor, o cruzeiro e a capela lateral de evocação ao Santíssimo Sacramento.

 

Alguns anos depois, sensivelmente entre o final do século XVI e o início do século XVII forma levantadas a sacristia do lado da epístola e a capela dedicada às Almas do Purgatório, que juntamente com a capela do Santíssimo Sacramento, do lado do Evangelho, passariam a constituir o atual transepto.

 

Porém, é já na segunda metade do século XVII, nomeadamente com a ampliação da nave, que a igreja ganha contornos mais próximos dos atuais. É igualmente na segunda metade do século XVII que é erguida a fachada da igreja.

 

O conjunto urbano envolvente é também ele um caso particularmente interessante. Inseridas na mesma tipologia, as edificações que ladeiam o templo constituem, no seu conjunto, um riquíssimo exemplar de arquitetura de programa, uma vez que se sabe que foi traçado um plano prévio para a construção das casas-confraria, todas com a mesma tipologia, embora, naturalmente, com pequenas variações entre elas. Houve também um propósito no sentido da formação da pequena praça fronteira ao Santuário, demarcada pelas hospedarias e configurada pela junção de três caminhos seculares: a Calçada de Arraiolos, a Rua da Igreja e a Calçada de Montemor.

 

Não muito distante de Brotas fica a antiga Vila das Águias, onde fica situada a robusta torre com o mesmo nome. É possível que esta vila tenha nascido às custas do culto que se prestava a Nossa Senhora de Brotas. Sabe-se que entre 1320 e 1400 já a Igreja Paroquial de São Pedro das Águias existia e, sabe-se também que até 2 de Abril de 1535 a vila foi sede de freguesia, ano em que acabou por perder o estatuto, ficando integrada na freguesia de Brotas. Apesar disso, merece ser visitada pela presença da já referida torre.

 

É também na vila das Águias que existe uma pequena ermida cujo orago é São Sebastião. Possivelmente edificada no local onde outrora existira o antigo templo dedicado a São Pedro, a atual ermida insere-se tipologicamente no conjunto de pequenas ermidas rurais, existentes de forma profusa em todo o Alentejo, de cariz marcadamente popular e em que se articula a capela-mor, redonda ou quadrada, com a nave de caraterísticas muito simples.

Mensagem

Apesar das suas origens tão ancestrais, o Santuário de Brotas continua a ter uma mensagem de grande actualidade.

 

Em tempos muitos difíceis, num lugar de difíceis acessos, o vaqueiro vê a esperança da sobrevivência mergulhar num abismo do qual não poderia já tirar a vaca que representava o sustento da sua família. A intervenção de Nossa Senhora lança luz sobre a sua situação e onde parecia haver sinais de desespero, passa a haver sinais de esperança, de alegria e comunhão.

 

A história da Virgem de Brotas evoca os muitos abismos em que também caímos inesperadamente. Pensamos que temos o nosso futuro assegurado, mas há inúmeras situações em que tudo parece desmoronar. Há mesmo situações em que nos parece ser impossível reencontrar a esperança e a força para recomeçar.

 

É nessas situações que faz sentido gritar, como o vaqueiro de Brotas, pela ajuda da Mãe que vela pelos seus filhos e se volta para nós o olhar quando a ela recorremos com a confiança de filhos e a fé dos crentes. A Luz é Cristo Salvador, mas Maria é intercessora para alcançarmos as graças de Deus.

 

O mundo vive hoje abismos que nos limitam o olhar sobre o futuro e nos angustiam no presente. Uma nação mariana como Portugal, há-de ter a textura de alma para continuar a confiar na Mãe de Deus e Mãe nossa para nos refazer a alma como mensageira do Amor. E tal como outrora, o vaqueiro reuniu toda a aldeia das águias ao seu redor em oração e espirito de comunhão, também hoje a nossa confiança em Maria há-de fazer-nos redescobrir que somos uma família de filhos sob a protecção da nossa Padroeira e Rainha dos nossos corações.

 

Nenhum abismo é grande demais nem nenhum obstáculo é alto demais quando comparados com a protecção de Maria. Se a Ela recorrermos com animada confiança, veremos os sinais maternos do seu amor florir em nossas vidas.

Horários e Celebrações

Missa Dominical do Natal à Páscoa – 16h00
Missa Dominical da Páscoa ao Natal – 09h15

Festas em Honra de Nossa Senhora das Brotas

As celebrações e procissão anual realizam-se no segundo domingo de Agosto.

Peregrinações

Actualmente não se tem nenhuma grande peregrinação a Brotas. Algo que outrora se sabe que era prática corrente ao longo do ano, sempre feita por localidade e sua respectiva Confraria.

 

Hoje em dia o que temos de peregrinação será no dia da sua celebração e peregrinação o rumar dos descendentes de Brotas e devotos de Nossa Senhora de Brotas.

 

Nossa Senhora de Brotas é venerada também, pelo menos, no Brasil, Índia e Timor. A lenda e a aparição perpetuaram a aldeia e as suas gentes. No Brasil a terra de Brotas foi fundada por navegadores que, em homenagem à Padroeira, lhe deram o nome.

Atividades

Actividades que se poderão realizar para os peregrinos e que possam ser desenvolvidas quer pelo pároco quer pelas gentes locais.

Apoio ao Peregrino

Quem visitar o Santuário de N. Sr.a de Brotas pode conhecer a sua história, ter o seu momento de reflexão, contemplar toda a sua envolvente e interagir com as gentes locais. A Aldeia de Brotas tem diversas actividades que podem complementar a sua visita, desde as refeições na restauração local, alojamento num Turismo em espaço rural, adquirir alguma recordação local nos artesão da Aldeia.

 

Contactar para melhor o poder acolher:

Maria do Rosário

Rua da Igreja, 30,

7490-017 Brotas

Tlm: +351 966 948 643

Contactos do Santuário

Rua do Acesso ao Parque
7490 Mora
Tlf: +351 266 403 169

 

Ou contacte-nos através do Formulário que se segue: